As duas têm mais ou menos a mesma idade, passaram por alguns perrengues, superaram preconceitos e hoje ganharam respeito pelo que são. As bandas
NX Zero e
Fresno podem ser consideradas irmãs de palco. Os integrantes se conhecem desde quando eram independentes e hoje se reecontram em São Bernardo, cidade onde já tocaram algumas vezes. Confira o que os vocalistas
Di e
Lucas contam para o
D+:
D+: Qual a sensação de tocar no Grande ABC?
Lucas (Fresno): Sempre fomos bem recebidos, mesmo quando ainda não éramos conhecidos. É um público realmente muito fiel. O show do ano passado (em dezembro, no Espaço Lux, onde se encontram hoje) foi demais, massa mesmo. Tenho certeza de que o de hoje também vai ser animal.
Di (NX Zero): Nem tenho palavras. A galera fez até abaixo-assinado para tocarmos aí. Estão esperando por nós e não vamos decepcioná- los. Vai ter até música do Projeto Paralelo no set list.
Como é dividir o evento com outra banda poderosa?
Lucas: Ih, estamos acostumados a encontrar os caras da NX. É bem tranquilo, bacana.
Di: Apresentei os Meus Prêmios Nick (no ano passado) com o Lucas, já estamos acostumados.
Como foi o ano de 2010 para vocês?
Lucas: Foi ousado e diferente. Caímos no gosto da crítica e, principalmente, do público com o CD Revanche. Também teve o meu projeto solo. No final, conseguimos tudo o que queríamos, tivemos um baita de um resultado.
Di: Um ano de muito trabalho, em que fizemos muita música. Foi de transição também. Entramos em outra fase. Conseguimos conquistar a nova geração e manter os primeiros fãs. É boa a sensação de ter uma história.
O que vai rolar em 2011?
Lucas: Alguns projetos individuais. O Tavares (baixo) deve lançar alguma coisa. Temos um ano novinho pela frente. Aguardem.
Di: O bicho vai pegar. Vamos lançar DVD do Projeto Paralelo, DVD de dez anos de banda (pretendem gravar em São Paulo, mas não sabem quando) e ainda tem Rock in Rio, em que vamos tocar no mesmo dia do Red Hot Chilli Pepers.
Vocês se arrependem de alguma coisa? Fariam algo diferente?
Lucas: A vida passa tão rápido, que não há tempo para ficar se arrependendo. Temos de fazer o agora para mudar o amanhã, não ficar pensando no que passou. Isso é um gasto desnecessário de energia. Vamos continuar tocando e aproveitando o mundo. O bom é que temos uma cabeça parecida.
Di: Tudo foi acontecendo de forma natural e fomos curtindo. Não tínhamos ideia de como seria, e foi mais legal do que imaginávamos. Vivemos um sonho todo dia. Claro, que aprendemos muito com o tempo, mas a banda age por feeling, deixamos rolar.
Qual o momento mais marcante da banda?
Lucas: Todos são únicos, mas nunca vamos esquecer da nossa apresentação no VMB 2010. Foi um dos momentos mais apreensivos, mas também mais maravilhosos. Nunca tínhamos tido essa chance e foi uma megaresponsa. Depois fomos elogiados por isso.
Di: Nunca esquecemos de quando tocamos na rádio pela primeira vez. A música (Razões e Emoções) significava uma parada muito maior para a gente. Ali percebemos que tínhamos conseguido chegar onde queríamos. Também foi inesquecível o último show que fizemos no Via Funchal (maio de 2010), em Sampa. Estava absurdamente lotado.
Como é a relação com os fãs?
Lucas: Somos uma banda eclética, mas, mesmo mudando, somos fiéis à música. Se isso não acontecer, o público não vai ser fiel a você. Vemos nos shows uma galera nova, mas também os que estão desde sempre com a gente. Acho que é porque não seguimos modinha, fazemos o que gostamos.
Di: É irada. Vários ficaram amigos de verdade e sempre há espaço para a galera nova. Fazemos questão de atender quem chega antes de todos nos shows. Tem ainda os fãs-clubes. Rola até ‘briguinha'' na net para ver quem é o fã número zero da banda. Isso é legal. O melhor é que a gente viu essa galera crescer e passar por várias fases da vida. Quem antes pegava carona com os pais para ir ao show, hoje vai com o próprio carro.
Se pudesse escolher, como qual banda de rock gostaria de envelhecer?
Lucas: Skank. Os caras têm uma história longa, são respeitados. Eles são muito amigos entre si e, mesmo trabalhando em ritmo mais lento, sempre são reconhecidos. De repente, aparecem com uma nova música e estouram nas rádios. Admiramos isso.
Di: Paralamas. O grupo tem muito o que contar e se respeita pra caramba. Cada um ajuda o outro. Eles têm uma tonelada de músicas que marcaram a vida da galera, inclusive a minha. Podem dizer que fizeram a diferença.
Fonte: D+